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terça-feira, dezembro 02, 2025

Presença

O invisível que não se explica, mas se habita, porque sua linguagem não é de palavras, mas de presença.

✍️
Quando você aprender
que Deus não deserta —
a vida ganhará mais sentido.

Sua vida
receberá roupagem nova,
será reescrita por um poder supremo.
Deixe-se guiar,
apenas segure o leme
e confie.


Será sua própria testemunha.
E o resto torna-se só resto,
pó de estrada que ficou para trás,
um efêmero e insignificante ruído.

As pedras atiradas em sua direção,
certeiras como mísseis hipersônicos,
perdem seus GPS,
já não sabem do seu CEP,
não têm mais rota de colisão.

E as palavras ditas contra você,
que prometeram juras de maldição,
dissolvem-se no vento,
como o veneno
que a São Bento foi dado,
e se perdeu.

Acredite: há uma força invisível
que não pode ser vista,
só sentida.
Que rasga o peito e o acalma,
da qual já não se consegue fugir
e da qual não é preciso escapar.

Um segredo sussurrado
aos alto-falantes:
até os dispersos na multidão,
até aquele 1% das cem,
haverão de saber
que Ele sempre soube
sua localização.

E nós, com Ele.
Somos o alvo e a flecha
que um dia hão de se encontrar.
Como o pôr do sol que toca o mar
e todo dia deseja voltar.

E quando esse encontro acontecer,
seu mundo,
mesmo em guerra interna,
encontrará aconchego no colo de um Pai.
E os vulcões à beira da erupção
serenar-se-ão como um rio de planície
que segue sem pressa.

E a paz —
essa esperada conquista,
se faz presente
mesmo no caos do dia a dia,
no instante presente.

Porque viver é isso:
mais que pulsar,
respirar,
é ter fé,
é existir.

✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano

===============
✒ Este e todos os demais conteúdos deste blog são obras de autoria de Pedro Trajano de Araujo.
⚠ A reprodução, total ou parcial, para fins comerciais, é proibida sem autorização expressa do autor.
📧 Contato: pedrotrajanoaraujo@gmail.com

segunda-feira, agosto 11, 2025

Clara, Luz em Terra Irmã

Da luz de Assis ao coração de Penápolis

✍️
Como quem semeia sem querer ser vista,
plantou fé, renúncia e silenciosa caridade.
Raízes fundas que o tempo não consumiu,
floresceu Clarissa no jardim do Altíssimo.
✍️
Em Assis, no fim do século XII,
um coração se acendeu:
Clara — nobre de berço,
mas ainda mais rica por se doar.
Deixou as sedas do mundo,
seguiu a voz de Francisco,
e descobriu em Jesus
a verdadeira luz.



✍️
Não desejou palmas nem louros,
mas a sombra da Cruz e o pão da oração.
Encontrou refúgio santo na Eucaristia,
onde o mundo calava e o Amor falava.
Sua vida, um cântico escondido,
que ainda ressoa nestes tempos e templos,
em cada gesto de entrega,
em cada suspiro de fé.
✍️
Penápolis, irmã distante,
acolheu sua claridade.
Também se fez aqui chão sagrado:
ergueu-se uma casa de paz.
A Paróquia Santa Clara de Assis se faz:
um farol humilde,
uma tenda de esperança,
uma igreja irmã — para tantos irmãos.

✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano

terça-feira, junho 24, 2025

🌿 Saudade do Jardim 🌱

Carrego no peito
resquícios de um santuário antigo,
um estalar de folhas sob os pés —
lugar que nunca pisei, mas sinto.

Em meus sonhos,
de lá vem um silêncio que me chama ao longe,
como se o vento soubesse meu nome
antes do começo de tudo.

Então me pego em agonia — não de dor,
mas de um anseio por um recanto de amor,
onde a brisa acalma
e o aroma da paz repousa no chão.

Algo em mim quer retornar a esse lugar
assim que eu me despertar
e souber caminhar
para onde nunca estive,
mas não esqueci o caminho.

Onde o orvalho ainda beija as folhas,
criaturas reconhecem a voz do Criador,
e as feras não ferem.
E eu — feito de barro e falta —
falta-me este lugar encontrar.

Neste espaço e tempo,
descrito por pergaminhos antigos,
escritos entre o início e a promessa,
meu olhar repousa no Novo,
Naquele que pode me guiar para lá.

No fundo sei,
quando mergulho no silêncio,
que não é só sonho.

É saudade gravada no espírito,
vestígio do Sopro,
o infinito sussurrando
no presente,
um reflexo do passado
com sabor de eternidade.

Quando acordo,
a dúvida não é mais roupa que me sirva.
Quero meu regresso
ao mais perfeito Jardim,
e não quero só pra mim.

✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano

quinta-feira, maio 08, 2025

Leão de Paz (para o Papa Leão XIV)











Fumaça branca sobe em silêncio.
E nasce um nome —
não em rugido, mas em prece.
Leão que não caça, acolhe.
Com os olhos no mundo,
trono curvado aos que precisam,
carrega o peso da simplicidade:
amar, escutar, servir.
✍️
Que assim seja este papado,
um eco de prece,
uma força tranquila,
onde o coração, unido a Deus,
seja um farol para a humanidade.

✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano

Este poema é uma simples homenagem minha ao nosso novo Papa Leão XIV. Desejo e oro para que seu papado seja um farol de simplicidade, amor e humildade para toda a humanidade.

terça-feira, fevereiro 25, 2025

Filho Pródigo (Queda, Redenção e Perdão)

Meu olhar de cobiça, alma em tormento
– Pai, dá-me o que é meu, sem demora!
Com ânsia, a herança em mãos agarrei
Parti sem hesitar, na mesma hora.

O mundo me acolheu com brilho e loucura
Na falsa alegria de banquetes vazios
O ouro alheio escorreu entre os dedos
E fiquei só… Eu me afastei, sem caminhos.

Perdi a dignidade, o vazio se alastrou
Da riqueza à fome, o remorso me julgou
Ao cuidar dos porcos, vi-me no espelho:
Um filho indigno, perdido, infiel.


Na casa do pai, os servos têm pão
E eu, errante, caído, sem direção
Com os olhos turvos e o peito apertado
Como pedir perdão, afundado em pecado?

Retornei… Ele me viu e correu ao encontro
Nos braços abertos, o indulto no olhar
– Meu filho errante regressou!
E a festa na casa começou a animar.

Um anel em meu dedo, um manto nos ombros
O novilho ao fogo, a mesa repleta
Era o abraço do amor sem medida
Graça do pai, infinita, completa.

Então meu irmão, ferido, indagou:
– Por que exaltar quem fez o que fez?
O pai respondeu com ternura e justiça:
– Há júbilo imenso: seu irmão retornou.

Nem sempre se entende o perdão do pai
Por falta de humildade ou de necessidade
Mas logo deixamos a lógica fria
Quando somos nós o filho que cai.

opoetatardio


Eu sou mais eu. Mas o meu eu tem empatia pelo seu eu. (Pedro Trajano)