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domingo, dezembro 21, 2025

1/2 século: um tempo escultor

Das raízes da memória ao agora que se forma.

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Não conto mais os anos, mas as luas que me viram
o começo do meu florescer em meio ao sol e às geadas
entre cafezais e canaviais
Chego aqui com as estradas que me abriram
e a poeira do século passado em meus sinais
Já bati facão no tronco de cana queimada
e deixei suor das mãos em cabo de enxada
Mas o tempo passou pincelando muitas telas
e a alma, enfim, foi se aquietando, a serenando
enquanto a dor no joelho chegou, discreta.
Eu sou mais eu. Mas o meu eu tem empatia pelo seu eu. (Pedro Trajano)