Palavras que tardaram a chegar, mas que agora fluem como um rio de possibilidades. Versos que nascem do silêncio contemplativo, contos que emergem das sombras da memória e reflexões que iluminam o cotidiano com nova perspectiva. Um refúgio literário onde compartilho as inquietações e descobertas de um poeta que encontrou nas palavras, mesmo que tardiamente, sua verdadeira forma de existir e dialogar com o mundo.
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sexta-feira, julho 18, 2025
terça-feira, julho 15, 2025
A Bagagem
A vida me deu uma mala grande
quando eu ainda era pequeno,
e vontade demais de viver.
✍️
Expectativa versus realidade —
despida e sem cozimento.
Tantos mundos passaram por mim,
sem que eu pisasse neles,
sem que eu visse seus horizontes.
✍️
Então guardei passagens que não usei,
bilhetes amarelados no fundo da gaveta,
destinos que só viajei de faz de conta.
✍️
No trajeto, dobrei sonhos,
coloquei no fundo da mala —
como quem espera o dia certo
que nunca chega.
✍️
A mala estava pesada.
Não pelo que levava,
mas pelo que eu não deixava
pelas certezas que eu mantinha.
✍️
Mas hoje, enfim, abri a mochila.
O sol raiou como o brilho da infância.
Vesti um sonho antigo,
me pus em estado de despertar
e segui mais leve —
com menos medo
e mais caminho,
mais dúvidas
e menos certezas.
✍️
E era isso que eu precisava.
Mais do que conhecer a estrada,
perder-me em mim
para encontrar-me antes do fim.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
segunda-feira, julho 14, 2025
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