Palavras que tardaram a chegar, mas que agora fluem como um rio de possibilidades. Versos que nascem do silêncio contemplativo, contos que emergem das sombras da memória e reflexões que iluminam o cotidiano com nova perspectiva. Um refúgio literário onde compartilho as inquietações e descobertas de um poeta que encontrou nas palavras, mesmo que tardiamente, sua verdadeira forma de existir e dialogar com o mundo.
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terça-feira, janeiro 06, 2026
Desejo-lhe
quinta-feira, dezembro 18, 2025
"True Crime"
terça-feira, novembro 04, 2025
Cicatrizes
Porque até a dor, um dia, encontra sua forma de silêncio.
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✒ Este e todos os demais conteúdos deste blog são obras de autoria de Pedro Trajano de Araujo.
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terça-feira, setembro 02, 2025
A Vida em 4 Operações
Somando instantes, multiplicando sentidos — porque viver é mais sobre sentir do que contar.
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terça-feira, agosto 26, 2025
Um Vencedor
Entre perdas e cicatrizes, a vitória de seguir em frente com verdade e coragem.
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terça-feira, julho 29, 2025
O Caminho e o Vento
terça-feira, julho 01, 2025
O Próximo Segundo é Inédito
quinta-feira, junho 26, 2025
Drones x Cordas
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terça-feira, maio 27, 2025
Encontros não Planejados
nem a estrada que, por vezes, segui.
Também não foram as pedras que desviei,
mas o tropeço que me acordou.
Entre o improvável e os meus planos,
floresceram caminhos que não estavam descritos —
roteiros não lidos.
✍️
Vieram amizades improváveis,
gestos sem ensaio,
afetos que não pedi,
milagres pelos quais nem ousei orar —
e, no meio do incerto,
descobri motivos para sorrir.
Como? Eu não sei.
✍️
Há paixões tão quentes
e tão breves que não aquecem.
Há amores que nos escapam,
que acabam entre a promessa e a prova.
Ora, culpa nossa...
tantas outras, porque alguém não quis ficar.
✍️
Mas, nos desvios da vida,
no dia a dia com suas surpresas,
onde o que liberta ou prende pode ser a rotina,
encontramos os melhores abraços
numa curva fora do mapa —
e tão repentina
que faz parecer que foi sina.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
terça-feira, maio 20, 2025
Intraduzível
Às vezes, confundo rimas
com estilo de vida.
✍️
Meus sentimentos quase sempre chegam primeiro,
minha fala, sempre atrasada.
Tem dor que eu já não nomeio,
meu amor pelos versos não se explica.
✍️
O que mora em mim só habita em poetas
e não cabe em frases ditas.
Então, me perdoa pelo silêncio —
ele é muito do que consigo dizer,
quando minha alma apenas grita
e o mundo não sabe me entender.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
terça-feira, abril 29, 2025
Perfeita Poesia
Teu nome está escrito onde o vento dança,
e cada sílaba ressoa ao meu escutar.
És um raio de luz que abre as manhãs,
dando compasso ao meu dia, todos os dias.
Minha filha, você é a palheta que combina
com todas as cores na tela do tempo.
És canção que embala os sonhos dos anjos,
o acorde que acorda a alegria.
Meu amor por ti transborda,
não há cópia de ti, és criação singular.
Nada no mundo tem rima mais pura
do que teu existir, teu jeito de me olhar.
Uma perfeita poesia, que salta aos olhos,
metáfora sem igual, sei que é possível,
quando o mundo lhe parecer estranho demais,
alinha-se em meus braços, sou teu pai visível.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
terça-feira, abril 22, 2025
Andarilho que Sou
Nasci em um calendário desatualizado,
carrego o tempo como quem veste um casaco gasto.
Desejei estações que nunca foram minhas,
ouço canções de um tempo que nunca vivi.
Sou um andarilho entre mudanças;
faço ninhos no chão para escapar do acaso.
Trago pedras nos bolsos,
para não ser arrastado pelo vento.
Tenho cicatrizes bordadas a fogo lento.
Às vezes caminho sem rumo, sem bússola,
meus passos tocando ruas que não me reconhecem.
Fui sombra de lamparinas antigas,
já morei sob telhados sem luz elétrica.
Sou uma mistura de analógico com digital,
um código-fonte perdido entre cartas escritas à mão.
Já escrevi bilhetes em lenço de papel;
hoje, digito em teclado virtual.
Já fui cortador de cana,
me perdi entre cafezais.
Trocaram meus lápis por enxadas.
Escrevi minha infância sob o sol;
meus primeiros sonhos, hoje, são devaneios.
Joguei bola descalço,
tomei banho de cachoeira,
ralei os joelhos no cascalho.
Sei o que é beber leite no curral.
Disseram que venci
quando me aplaudiram na colação de grau.
Vislumbrei o feito, até que percebi
que o diploma era um passo, não a chegada.
Hoje, sou matéria em trânsito:
entre o que se forma e se desfaz.
Mas não se engane:
posso ser rocha, água, guerra e paz.
Carrego nas costas poeiras do século vinte.
Companheiro das máquinas, compartilho ideias.
Num "Admirável Mundo Novo", às vezes me perco,
Por muitas vezes visitei o passado,
mais vezes do que precisava.
Estou escolhendo viver no presente,
e tenho encontrado razões contundentes.
Hoje, meus poemas voam entre nuvens,
se espalham em telas,
às vezes se perdem entre minha mente e o algoritmo.
Mas a poesia — essa...
essa me encontra onde eu estiver.
Temos nos encontrado intimamente na sala de estar.
Neste poema autobiográfico e reflexivo, descrevo minha trajetória como um andarilho do tempo — alguém que caminha entre o passado e o presente, entre o analógico e o digital, entre o século XX e o XXI.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
terça-feira, março 25, 2025
Dois Rios que se Beijam no Mar
A gente sempre esteve perto,
Como dois rios correndo lado a lado,
sem nunca se tocarem.
Faltaram palavras, restou silêncio.
Fomos como pássaros errantes,
que migraram para estações opostas,
barcos que viram o porto
mas não conseguiram ancorar.
O tempo passou, levou a oportunidade,
deixou só essa sensação estranha,
um abraço que nunca aconteceu,
essa saudade do que poderia ter sido,
esse amor não concluído.
Se ainda houver chance,
que seja o vento, que seja a chuva,
que seja a luz que racha a escuridão,
um destino que se reencontre,
onde os desencontros se acertem,
e os rios, finalmente, se beijem no mar.
Pedro Trajano
opoetatardio
terça-feira, fevereiro 11, 2025
Viver e Viver
Às vezes a vida se desfaz em mil e um pedaços
terça-feira, fevereiro 04, 2025
Todos os Dias de uma Vida
Não proclame aos quatro ventos
Que foi em tal dia que morri.
Brade, com a força dos pulmões,
Que foi até essa data que vivi.
Que em tuas lágrimas haja saudade,
Mas também transborde alegria,
Pois em cada passo da minha jornada
Houve vida, houve poesia—
E só em um dia eu parti.
Chorei, caí, também adoeci,
Conheci a dor e a falta de amor.
Traí e fui traído, sendo humano, sofri,
Mas escolhi seguir, decidi e vivi.
Não lamente os dias findos,
Nem os caminhos que não trilhei,
Pois, na estrada que percorri,
Cada instante, eu bem vivi.
Conte os contos que contei,
As amizades que não abandonei,
Fale da minha família que amei,
Recite os versos que propaguei.
Se quiser lembrar-me, sorria,
Brinde à vida, do sertão ao mar,
Pois, se um dia fui embora daqui,
Em todos os outros, estive aqui.
O Voo e a Chuva
Pingos de chuva vêm se aproximando
terça-feira, janeiro 07, 2025
O Peso da Ausência
Nosso amor parecia ser o certo,
Mas falhou o entendimento de sua essência.
As rosas, para desabrochar, exigem tempo,
E, no silêncio desse tempo, restaram apenas vestígios.
Fragmentaram-se os corações:
No meu, no seu e nos que, em fé, acreditaram,
Que éramos feitos um para o outro.
Faltou-nos proximidade, faltou-nos maturação.
Quem sabe fosse apenas amizade,
Ou, quem sabe, um amor verdadeiro.
Quem ousou afirmar, com segura convicção,
Que o destino nos uniria para sempre,
Jamais previu o peso da distância.
A desconexão, que arrefeceu os corações,
Afundou o belo em abismo profundo,
Transformou o mar da paixão em vasto deserto.
E assim, perdemos o que mais amávamos:
A nós mesmos, no outro.
segunda-feira, outubro 28, 2024
O Abrir da Porta
quinta-feira, setembro 12, 2024
O Caminho de Volta
Sob as luzes artificiais, a cidade não dorme
Bares abarrotados, risos que soam vazios
Na rua, carros apressados, poluição sonora
O ar poluído, denso de fumaça e carbono
Pessoas passam, e eu me sinto no abandono
A paisagem se desfaz, tudo muda, exceto a saudade
Chego em casa, sozinho, o silêncio é uma maldade
Só teu amor traria paz, uma inevitável verdade.
Pedro Trajano
opoetatardio
quarta-feira, agosto 14, 2024
O Conforto no Amor
Em teu abraço, tudo se acalma
O frio se desfaz no calor do teu carinho
Ao teu lado, a vulnerabilidade vai embora
Teu amor transforma o medo em serenidade
E encontro paz na ternura do teu afeto
Em teu coração, moro — não sou mais um sem teto.
Pedro Trajano
opoetatardio

















