Encontre aqui:

sexta-feira, novembro 15, 2024

Sextou

O tempo se dobra no fim da jornada,
Ruas exalam promessas douradas.
Na taça dourada, um riso refém,
Brindando a ilusão de um gozo que vem.

Sextou — senha de fuga acordada,
Labirinto de risos, festa ensaiada.
Na linha dos dias, um marco qualquer,
Redescobrir-se vivo no verbo viver.


opoetatardio


Nesse meu poema, eu brinco com a dualidade do "sextou". De um lado, trago a expectativa de liberdade e felicidade que esse dia carrega, quase como uma promessa de respiro após a rotina exaustiva. Mas, ao mesmo tempo, questiono se essa alegria não é apenas um ritual repetitivo, uma fuga ensaiada dentro de um roteiro já escrito. Há um tom poético, mas também uma crítica sutil à forma como nos condicionamos a buscar prazer dentro de padrões sociais predefinidos, como se precisássemos de um dia marcado no calendário para nos lembrar de viver.

quinta-feira, novembro 14, 2024

O Poeta Tardio

 

O


P

oeta pode tardar

o

tempo, às vezes, é lento

e

m passos que parecem hesitar

t

radução de um silêncio.


a

alma, porém, tem pressa:


T

oda poesia apressa

a

acelerando

r

renascendo em cada verso

d

esfazendo-se no espaço

i

mortal

o

nde o poeta não mais cabe no seu tempo.


Quando a Poesia Não Cabe no Tempo

Hoje trago um poema que fala sobre o tempo e o renascimento da poesia, sobre as palavras que chegam mesmo quando parecem tardias, mas que renascem a cada leitura e se tornam intemporais. "O Poeta Tardio" explora a pressa da alma frente à lentidão do tempo, a dualidade entre o eterno e o efêmero.

Deixo que cada um de vocês encontre seu próprio sentido nas linhas que seguem. 


Pedro Trajano
opoetatardio

quarta-feira, novembro 13, 2024

Livre-Arbítrio

Quantas escolhas cabem em um livre-arbítrio?
Cada decisão — um leque que se abre?
Um passo ao lado, um novo olhar
um podcast ouvido, uma mensagem sutil.

Quanto de nós é escolha pessoal
quanto de nós é influência externa?
Entre o destino e o passo que tomamos
em quantas direções podemos seguir
quantas versões de nós são, de fato, nós mesmos?

A linha que separa nossas escolhas
é tênue e, muitas vezes, influenciável.
O livre-arbítrio — é questionável!

Reflexões Sobre o Livre-Arbítrio: Uma Jornada de Escolhas

O que realmente é o livre-arbítrio? Muitas vezes, somos levados a acreditar que somos completamente livres para tomar nossas decisões, mas será que isso é verdade? Em um mundo onde influências externas estão sempre presentes, as linhas que separam nossas escolhas pessoais e aquelas moldadas por fatores externos tornam-se cada vez mais tênues.
Em meu novo poema, "Livre-Arbítrio", exploro essa ideia de forma profunda e questionadora. Quantas de nossas decisões realmente vêm de nós, e quantas são fruto de influências externas? O que acontece quando nossa liberdade de escolha é guiada por forças além do nosso controle? A reflexão que me proponho aqui não oferece respostas definitivas, mas convida a todos a pensar: até que ponto somos realmente responsáveis pelas escolhas que fazemos?

terça-feira, novembro 12, 2024

Quinze anos, uma jornada

Quinze anos provados em desafios
Houve risos e celebrações
Teve lágrimas e decepções
Mas nosso laço é forte
À prova de divisões.

Somos namorados, sem idade ou limite
Teu amor me completa, doce e sincero
És meu abrigo, meu lar, o que sempre espero.
Nosso amor gerou frutos
E um deles chamamos de Emanuelly Helena
Paradoxo de bagunça e vida plena.


Cada instante ao teu lado é viver
Sou tão feliz sabendo que me amas
Seu amor me chama, coração em chamas.


A vida, com suas reviravoltas, nos ensina que o verdadeiro amor não é apenas feito de momentos felizes, mas também de superações e desafios. Neste poema, quero celebrar esses 15 anos ao lado de alguém que, mais do que uma parceira, se tornou meu abrigo.
Espero que as palavras deste poema toquem o coração de quem entende que, apesar das dificuldades, o amor verdadeiro se fortalece com o tempo.


Pedro Trajano
opoetatardio
Eu sou mais eu. Mas o meu eu tem empatia pelo seu eu. (Pedro Trajano)