Palavras que tardaram a chegar, mas que agora fluem como um rio de possibilidades. Versos que nascem do silêncio contemplativo, contos que emergem das sombras da memória e reflexões que iluminam o cotidiano com nova perspectiva. Um refúgio literário onde compartilho as inquietações e descobertas de um poeta que encontrou nas palavras, mesmo que tardiamente, sua verdadeira forma de existir e dialogar com o mundo.
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quinta-feira, agosto 21, 2025
Nem Todos Ninhos Ficarão Vazios
quinta-feira, janeiro 30, 2025
O Pequeno Caos do Dia a Dia
segunda-feira, janeiro 20, 2025
O Círculo da Luz
sexta-feira, novembro 29, 2024
Eclipse
domingo, setembro 01, 2024
A 3ª Porta
O som dos pingos d’água batendo no chão é o primeiro som que ouço ao despertar. Abro os olhos e percebo que já é noite; o ambiente está escuro. As gotas continuam a cair em um ritmo compassado, como o pêndulo do antigo relógio da sala da casa dos meus pais. Embora isso já faça muitos anos, a lembrança persiste. Hoje, nem o relógio nem a parede onde ele estava pendurado existem mais, e acho que nem a casa, pois meus pais vivem apenas nas minhas memórias: algumas boas, outras nem tanto e elas vêm e vão de maneira fugaz.
terça-feira, julho 09, 2024
Parada
O relógio marcava pouco mais de duas horas da manhã. Os números brilhavam no painel tecnológico do carro alugado. Após cinco horas ininterruptas de viagem, aquela era a primeira parada que Gilberto fazia. Estava a poucos quarteirões do destino final; bastava seguir a rua deserta à sua frente, virar à direita, passar em frente à prefeitura de Penápolis e seguir até o próximo quarteirão. Já conhecia o caminho muito bem até o ponto de entrega indicado pelos contratantes. Deixaria a encomenda sem fazer perguntas, como sempre; pois discrição era fundamental nesse seu trabalho atual. Pelo serviço, seria bem remunerado, voltaria para Campo Grande e, na manhã seguinte, pagaria a última prestação para o médico fazer a cirurgia que salvaria a vida de sua esposa. No entanto, agora que conseguira o valor que precisava, enfrentava um dilema: deveria abandonar esse trabalho tão lucrativo?
sexta-feira, janeiro 26, 2024
Sequestro
domingo, junho 04, 2023
Sob as águas
Sou
filha de pescadores, cresci às margens do rio Tietê pescando e nadando. Já adulta, afastei-me do rio, mas voltei a
pescar motivada pelo meu marido que mesmo não gostando da atividade me
incentivou a fazê-lo, pois percebia o quanto isso me fazia falta.
Era
sábado e descíamos o rio em um barco, as águas estavam calmas então encontramos
facilmente um bom lugar para aportar: embaixo de uma figueira tombada, onde meu
pai e eu pescávamos quando eu era pequena. Os galhos beijando o rio remetiam-me
a uma infância feliz.
A luz da lua cheia banhava o rio e as estrelas no céu evocavam memórias distantes em volta das fogueiras, onde meus tios contavam histórias de criaturas místicas...
sábado, maio 27, 2023
Anas







