É preciso mais paciência com as demoras.
Nem tudo acontece no deslize dos dedos,
os amores verdadeiros pedem tempo, não pressa.
O café esfria, o ônibus atrasa,
nem sempre se veem dois riscos azuis na tela,
a resposta não chega — mas a vida continua.
As estações do ano seguem sendo quatro,
uma criança ainda leva nove meses para nascer,
não existe algoritmo que ensine a viver.
Enquanto espero, desaprendo a correr.
Reaprendo a respirar devagar.
Porque, às vezes,
o que demora
é o que vale a espera.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
Palavras que tardaram a chegar, mas que agora fluem como um rio de possibilidades. Versos que nascem do silêncio contemplativo, contos que emergem das sombras da memória e reflexões que iluminam o cotidiano com nova perspectiva. Um refúgio literário onde compartilho as inquietações e descobertas de um poeta que encontrou nas palavras, mesmo que tardiamente, sua verdadeira forma de existir e dialogar com o mundo.
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terça-feira, maio 13, 2025
domingo, maio 11, 2025
Mães em uma só Mulher
Carrega sua mãe de um jeito que às vezes não percebe,
no olhar semelhante ao enfrentar a tempestade,
no amor que sangra e não recua.
Acolhe as heranças da avó sutilmente,
na fé teimosa, nos conselhos sussurrados.
É soma de mulheres antes dela —
costuradas nela com linha invisível.
Mas os tempos mudaram…
Hoje ela luta por espaço, por voz, por fôlego.
É mãe em tempo de pressa,
de multitarefa como regra,
de culpa velada em reza.
Mas há momentos em que escuta as vozes antigas:
“Respira. Você não é obrigada a fazer tudo.”
no olhar semelhante ao enfrentar a tempestade,
no amor que sangra e não recua.
Acolhe as heranças da avó sutilmente,
na fé teimosa, nos conselhos sussurrados.
É soma de mulheres antes dela —
costuradas nela com linha invisível.
Mas os tempos mudaram…
Hoje ela luta por espaço, por voz, por fôlego.
É mãe em tempo de pressa,
de multitarefa como regra,
de culpa velada em reza.
Mas há momentos em que escuta as vozes antigas:
“Respira. Você não é obrigada a fazer tudo.”
E ali, entre o caos e o colo,
lembra que ser mãe é também ser filha, neta —
da história, da memória, do amor que veio antes,
e que ela agora semeia no coração da sua prole.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
lembra que ser mãe é também ser filha, neta —
da história, da memória, do amor que veio antes,
e que ela agora semeia no coração da sua prole.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
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