Palavras que tardaram a chegar, mas que agora fluem como um rio de possibilidades. Versos que nascem do silêncio contemplativo, contos que emergem das sombras da memória e reflexões que iluminam o cotidiano com nova perspectiva. Um refúgio literário onde compartilho as inquietações e descobertas de um poeta que encontrou nas palavras, mesmo que tardiamente, sua verdadeira forma de existir e dialogar com o mundo.
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sábado, março 21, 2026
A única receita que aprendi
quarta-feira, março 11, 2026
Não Somos Hóspedes
terça-feira, março 03, 2026
🌱 O Semeador em Silêncio
Quem planta em silêncio também colhe eternidade — generosidade é deixar raízes onde talvez nunca possamos voltar.
✍️terça-feira, fevereiro 03, 2026
Aconselhe a Ti Mesmo
como se tudo coubesse num conselho.
Mas na própria reina a dúvida
um silêncio que desmonta certezas.
É simples vestir o papel de conselheiro
difícil é ser guia de si mesmo o dia inteiro.
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✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
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✒ Este e todos os demais conteúdos deste blog são obras de autoria de Pedro Trajano de Araujo.
⚠ A reprodução, total ou parcial, para fins comerciais, é proibida sem autorização expressa do autor.
📧 Contato: pedrotrajanoaraujo@gmail.com
segunda-feira, janeiro 12, 2026
O Chão dos Dias
terça-feira, janeiro 06, 2026
Desejo-lhe
Quando a morte chegar, que te encontre vivo — não apenas de respiração, mas de presença
terça-feira, dezembro 30, 2025
Nômades que Somos
Entre o fim e o começo, um intervalo chamado travessia, ali, o novo ano ganha consciência.
quinta-feira, dezembro 18, 2025
"True Crime"
segunda-feira, dezembro 15, 2025
Estradas, Desertos e Flores
O homem contemporâneo. Pós-promessa e pós-ilusão...
Nota do autor
quinta-feira, dezembro 04, 2025
Cansaço de Séculos
o que até então só ouvira de Cazuza.
Aquele verso me acertou no meio do peito:
“transformam o país inteiro num puteiro,
pois assim se ganha mais dinheiro”,
e nem é metáfora; é relatório.
E eu fiquei pensando
que esse circo barato
que eles jogam na nossa cara
não ilumina nada, só ofusca.
Eu e você, parece usar nariz de palhaço,
acreditando que quando o bolo crescer
receberemos nosso pedaço.
Mas o que sobra são mais migalhas
lançadas desse banquete insaciável,
de quem acha que ainda devemos bater palma
pela esmola separada dos trilhões
que arrancam de nós, os impostos.
Sob o céu: esgoto.
Sobre o chão: esgoto.
Sob a pele: um cansaço
que plano de governo nenhum drena.
O país é uma ferida aberta
que os poderosos lambem
pra ver se escorre mais ouro.
Quando não conseguem,
acham outro jeito
de arrancar mais um pouco do nosso couro.
Não tenho lado.
Neste jogo, que já nasceu errado.
Não implico com quem tem —
pois já tive.
Mas percebi que os lados não servem
quando a mesa do poder é inclinada,
sempre no mesmo sentido:
pra cima,
onde quem pisa o chão quase nunca sobe,
porque, no fim das contas,
é o sistema que se perpetua,
não as ideologias.
Isso vem de longe,
das caravelas ao cartão corporativo
e aos bilhões do fundão eleitoral:
enquanto a saúde agoniza em corredores
e a educação segue passando mal.
O nome muda,
o truque não.
Sempre tem alguém engravatado ou apaisana
jurando que veio salvar o povo
enquanto enfia a mão até o ombro
no nosso bolso.
E eu aqui,
tentando me expressar em versos,
sem fé em herói,
tentando moldar meu mundo
a qualquer custo,
desde que o custo seja só meu.
Quero clareza
antes que me transformem
em mais um objeto descartável
da engrenagem que tudo moe.
Sei da força do povo, sei.
O medo é dos que nos lideram —
esses que descem do carro blindado
rodeados de segurança e puxa-saco,
e sobem no palanque com voz de salvador
e fome de imperador romano.
De quatro em quatro anos
chegam ao poder e: gostam.
E querem ficar.
E deixam pra nós o velho espetáculo:
recomeçar a luta
com os ossos gastos.
Talvez eu escreva porque falar já cansa,
ou porque a indignação ainda precisa ser escrita,
ou porque a esperança virou um bicho arisco,
cansado de ouvir
a mesma faixa arranhada do disco.
Mas uma coisa eu sei:
de regime em regime,
de governo em governo,
o que mudou neste país?
Talvez só os slogans,
como a selfie de quem abraça pobre.
Não sou tão pessimista quanto parecem
esses meus versos —
acredito, sim, na mudança.
Mas ela virá quando o povo cansar de aplaudir
quem transforma ajuda social em bagagem de troca
e ainda nos culpa
por não saber votar.
Eu sou poeta, sim.
Mas não sou manso.
Eu escrevo.
Eu grito no papel.
Eu digo:
me deem dignidade:
saúde que respire,
educação que liberte,
segurança pública de verdade,
um país onde se ensine
que vale a pena
ser honesto,
e onde o povo não seja tratado
como resto.
terça-feira, dezembro 02, 2025
Presença
O invisível que não se explica, mas se habita, porque sua linguagem não é de palavras, mas de presença.
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terça-feira, outubro 21, 2025
Se voltasses...
Quando a ausência permanece — e a saudade floresce em silêncio.
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terça-feira, setembro 30, 2025
Tudo o Que Ainda Vem
O temor do quase e a coragem do agora
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terça-feira, setembro 16, 2025
Volto Já
Um instante de pausa para reencontrar a mim mesmo
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terça-feira, setembro 02, 2025
A Vida em 4 Operações
Somando instantes, multiplicando sentidos — porque viver é mais sobre sentir do que contar.
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terça-feira, agosto 26, 2025
Um Vencedor
Entre perdas e cicatrizes, a vitória de seguir em frente com verdade e coragem.
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terça-feira, agosto 05, 2025
A Xícara Trincada
O cotidiano como poesia: afeto, silêncio e beleza no simples viver.
terça-feira, julho 15, 2025
A Bagagem
terça-feira, julho 01, 2025
O Próximo Segundo é Inédito
terça-feira, junho 03, 2025
Felicidade
demorei pra entender,
precisei de tempo pra responder.
✍️
É quando o mundo silencia por dentro,
e o tempo se dobra
pra caber no agora.
✍️
É estar onde a alma repousa,
fazendo o que precisa ser feito,
sem pressa, sem culpa, sem tristeza.
E, quando a morte chegar — sem surpresa —
me encontrará fazendo o que é certo,
em paz, no lugar que devo estar.
Sorrirei pra ela
no milésimo segundo que resta.
Não serei levado,
irei de bom grado,
rumo a um outro lugar sagrado.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
Este poema foi inspirado por uma frase que ouvi em um podcast:
“Felicidade é estar fazendo o certo, no lugar certo, quando a morte chegar.”



















