Palavras que tardaram a chegar, mas que agora fluem como um rio de possibilidades. Versos que nascem do silêncio contemplativo, contos que emergem das sombras da memória e reflexões que iluminam o cotidiano com nova perspectiva. Um refúgio literário onde compartilho as inquietações e descobertas de um poeta que encontrou nas palavras, mesmo que tardiamente, sua verdadeira forma de existir e dialogar com o mundo.
Encontre aqui:
sexta-feira, julho 25, 2025
terça-feira, julho 22, 2025
Quero
Meus lábios entreabertos
escutam os sussurros da minha alma
no silêncio dos dias que se amontoam.
Trago tempestades tatuadas na pele,
e um silêncio que sangra em meio a sorrisos —
quero gritar.
✍️
Os olhos indicam verdades escondidas,
enquanto as palavras agonizam na garganta.
Aprendi a calar para não criar desordem —
enquanto o caos ordenado se abriga em meu peito,
quero sair de mim.
✍️
Cada gesto contido grita em segredo,
cada riso forçado esconde um naufrágio.
Falar seria quebrar a moldura do mundo,
mas viver calado é perder a essência —
quero existir.
✍️
Sigo entre o escuro do quarto
e a falta de luz da cozinha,
quero janelas abertas.
✍️
Ouço minha voz interior,
exorcitando os demônios internos,
dizendo para eu viver um dia por vez...
deixei de querer, decidi fazer.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
segunda-feira, julho 21, 2025
Assinar:
Comentários (Atom)


