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quinta-feira, novembro 21, 2024

Depois do Caos

Imagem criada por uma IA.



Entre trovões
Raios, ventos
E tempestades.

A primavera lembra:
Tudo que é forte
Floresce depois do caos.


* A força está em quem atravessa as tempestades e ainda consegue florescer.

Pedro Trajano
opoetatardio




 

terça-feira, novembro 19, 2024

Consciência Negra

Essa imagem gerada por uma IA


Expandir o pensar, saber o porquê se luta
Não é o excedente que a gente disputa
São por oportunidades iguais, já no presente
Merecimento pleno para essa gente.

Somos filhos da África que cruzou os mares
Nosso passado chegou amarrado.
Quanto a nós, somos esperança
A atualidade que honra a ancestralidade.

Geração livre das correntes nos pulsos.
Negar o racismo é um insulto
Forças ocultas ainda nos puxam pra trás
Correntes invisíveis que sugerem exclusão.

É tempo de olhar à frente
Sonhar com dias melhores
E construir um futuro de igualdade
Onde a dignidade seja nossa realidade.

Negritude é força, é atitude
É romper as amarras que o mundo não vê.
Elas existem, pode crer
E merecemos mais do que uma cota
Queremos uma mudança de rota.

Não somos mais vozes caladas
A mudança está nas linhas dos livros
Nos bancos das escolas e faculdades
Nas igrejas e associações de bairros
Das comunidades até a política
Buscando espaço em qualquer localidade
Fazendo a diferença no campo e na cidade.

Um despertar consciente, profundo e urgente
Que comece com a criança em formação
No útero da mulher negra
No útero da mulher branca
Parda, amarela, indígena — não importa a cor.

A consciência precisa vir desde o berço
E para todos, sem exceção
Cultivada em cada gesto, palavra e ação
Semeando respeito por toda a nação.

Consciência negra
A conscientização é para todos.
O pigmento não faz ninguém superior
Nem menor, pois somos todos iguais no valor.

Pedro Trajano
opoetatardio

segunda-feira, novembro 18, 2024

Solidão Algemada

Lá fora, o sol se oculta
Dias nublados apagando a cor do meu ser.
À noite
A chuva se derrama sobre os telhados
E a solidão me prende, apertada.

Quanta dor em um coração ferido!
No canteiro, rosas e orquídeas
Já não florescem
Enquanto o ipê, abatido
Chora ao toque das correntes de vento.

Você ainda vive no meu pensamento.
Sem teu amor, me resta apenas o lamento
E as perguntas que ecoam no vazio
Do meu quarto que agora é frio.

Onde foi que nos perdemos?
Havia promessas
Mas, nas curvas da vida
Soltaste minha mão.

Nunca mais lhe vi...
Será que pensas em mim
Como eu, em você?
Será que outra presença
Te levou a fazer novos juramentos?

Eu não consegui seguir.
Permaneço aqui, no mesmo endereço
Sobrevivendo a este tropeço.

Queria poder dizer que mereço
Uma chance
Um novo recomeço.
Mas não tenho mais o seu número
Seu e-mail
Vou gritar sobre os corrimões das pontes.
Quem sabe minha voz
Toque nos seus tímpanos.
E, ainda que não volte
Saberás que minha saudade
Poderá
Sobreviver por anos.

Doce engano.
Eu sou mais eu. Mas o meu eu tem empatia pelo seu eu. (Pedro Trajano)