Palavras que tardaram a chegar, mas que agora fluem como um rio de possibilidades. Versos que nascem do silêncio contemplativo, contos que emergem das sombras da memória e reflexões que iluminam o cotidiano com nova perspectiva. Um refúgio literário onde compartilho as inquietações e descobertas de um poeta que encontrou nas palavras, mesmo que tardiamente, sua verdadeira forma de existir e dialogar com o mundo.
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terça-feira, dezembro 30, 2025
Nômades que Somos
domingo, dezembro 21, 2025
1/2 século: um tempo escultor
Das raízes da memória ao agora que se forma.
quinta-feira, dezembro 18, 2025
"True Crime"
segunda-feira, dezembro 15, 2025
Estradas, Desertos e Flores
O homem contemporâneo. Pós-promessa e pós-ilusão...
Nota do autor
segunda-feira, dezembro 08, 2025
Gotinhas de Poesia # 17 - Onde Me Encontrar
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
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sexta-feira, dezembro 05, 2025
Gotinhas de Poesia # 16 - O Outro Lado do Sonho
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quinta-feira, dezembro 04, 2025
Cansaço de Séculos
o que até então só ouvira de Cazuza.
Aquele verso me acertou no meio do peito:
“transformam o país inteiro num puteiro,
pois assim se ganha mais dinheiro”,
e nem é metáfora; é relatório.
E eu fiquei pensando
que esse circo barato
que eles jogam na nossa cara
não ilumina nada, só ofusca.
Eu e você, parece usar nariz de palhaço,
acreditando que quando o bolo crescer
receberemos nosso pedaço.
Mas o que sobra são mais migalhas
lançadas desse banquete insaciável,
de quem acha que ainda devemos bater palma
pela esmola separada dos trilhões
que arrancam de nós, os impostos.
Sob o céu: esgoto.
Sobre o chão: esgoto.
Sob a pele: um cansaço
que plano de governo nenhum drena.
O país é uma ferida aberta
que os poderosos lambem
pra ver se escorre mais ouro.
Quando não conseguem,
acham outro jeito
de arrancar mais um pouco do nosso couro.
Não tenho lado.
Neste jogo, que já nasceu errado.
Não implico com quem tem —
pois já tive.
Mas percebi que os lados não servem
quando a mesa do poder é inclinada,
sempre no mesmo sentido:
pra cima,
onde quem pisa o chão quase nunca sobe,
porque, no fim das contas,
é o sistema que se perpetua,
não as ideologias.
Isso vem de longe,
das caravelas ao cartão corporativo
e aos bilhões do fundão eleitoral:
enquanto a saúde agoniza em corredores
e a educação segue passando mal.
O nome muda,
o truque não.
Sempre tem alguém engravatado ou apaisana
jurando que veio salvar o povo
enquanto enfia a mão até o ombro
no nosso bolso.
E eu aqui,
tentando me expressar em versos,
sem fé em herói,
tentando moldar meu mundo
a qualquer custo,
desde que o custo seja só meu.
Quero clareza
antes que me transformem
em mais um objeto descartável
da engrenagem que tudo moe.
Sei da força do povo, sei.
O medo é dos que nos lideram —
esses que descem do carro blindado
rodeados de segurança e puxa-saco,
e sobem no palanque com voz de salvador
e fome de imperador romano.
De quatro em quatro anos
chegam ao poder e: gostam.
E querem ficar.
E deixam pra nós o velho espetáculo:
recomeçar a luta
com os ossos gastos.
Talvez eu escreva porque falar já cansa,
ou porque a indignação ainda precisa ser escrita,
ou porque a esperança virou um bicho arisco,
cansado de ouvir
a mesma faixa arranhada do disco.
Mas uma coisa eu sei:
de regime em regime,
de governo em governo,
o que mudou neste país?
Talvez só os slogans,
como a selfie de quem abraça pobre.
Não sou tão pessimista quanto parecem
esses meus versos —
acredito, sim, na mudança.
Mas ela virá quando o povo cansar de aplaudir
quem transforma ajuda social em bagagem de troca
e ainda nos culpa
por não saber votar.
Eu sou poeta, sim.
Mas não sou manso.
Eu escrevo.
Eu grito no papel.
Eu digo:
me deem dignidade:
saúde que respire,
educação que liberte,
segurança pública de verdade,
um país onde se ensine
que vale a pena
ser honesto,
e onde o povo não seja tratado
como resto.
quarta-feira, dezembro 03, 2025
Gotinhas de Poesia # 15 - O Rio que Volta à Nascente
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terça-feira, dezembro 02, 2025
Presença
O invisível que não se explica, mas se habita, porque sua linguagem não é de palavras, mas de presença.
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segunda-feira, dezembro 01, 2025
Há de ser...
sexta-feira, novembro 28, 2025
Gotinhas de Poesia # 14 - Nem Sempre
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quarta-feira, novembro 26, 2025
Azul Singular
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Gotinhas de Poesia # 13 - Sob a lua inteira
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Gotinhas de Poesia # 12 - miseráveis
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quarta-feira, novembro 12, 2025
Todos os Instantes no Agora
diferentes de todos os outros encontros,
em territórios que só existem quando nos desejamos.
Sou paisagem que arde quando me tocas,
pela lembrança que incendeia o corpo
o que desperta o que jamais adormece.
Carrego vestígios teus
nas frestas vivas da minha pele,
como murmúrios pulsando
entre as brisas das árvores,
ou guardados em vidros antigos
que o tempo abre devagar,
com a mesma sede dos meus lábios.
E quando te aproximas,
a penumbra se curva ao nosso desejo —
somos só nós,
corpos que se encontram e se consomem,
inteiros na chama que nos chama,
no desejo que nos reclama.
Então deixamos que o instante
nos devore sem pudor,
pois, quando nossas respirações se tocam,
o próprio agora
aprende o ritmo ardente do amor
e se oferece inteiro a nós.
Somos só nós — eu e você.
terça-feira, novembro 04, 2025
Cicatrizes
Porque até a dor, um dia, encontra sua forma de silêncio.
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segunda-feira, novembro 03, 2025
Há de ser...
quarta-feira, outubro 29, 2025
A Magia da Chuva
Quando o som da chuva ensina o coração a silenciar
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
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quinta-feira, outubro 23, 2025
Virtude Rara
terça-feira, outubro 21, 2025
Se voltasses...
Quando a ausência permanece — e a saudade floresce em silêncio.
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terça-feira, outubro 07, 2025
Asas que ficam
As asas da amizade que elevam nossos pensamentos
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segunda-feira, outubro 06, 2025
Ídolocentrismo
✍️ @opoetatardio – Pedro Trajano
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terça-feira, setembro 30, 2025
Tudo o Que Ainda Vem
O temor do quase e a coragem do agora
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terça-feira, setembro 16, 2025
Volto Já
Um instante de pausa para reencontrar a mim mesmo
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