no olhar semelhante ao enfrentar a tempestade,
no amor que sangra e não recua.
Acolhe as heranças da avó sutilmente,
na fé teimosa, nos conselhos sussurrados.
É soma de mulheres antes dela —
costuradas nela com linha invisível.
Mas os tempos mudaram…
Hoje ela luta por espaço, por voz, por fôlego.
É mãe em tempo de pressa,
de multitarefa como regra,
de culpa velada em reza.
Mas há momentos em que escuta as vozes antigas:
“Respira. Você não é obrigada a fazer tudo.”
E ali, entre o caos e o colo,
lembra que ser mãe é também ser filha, neta —
da história, da memória, do amor que veio antes,
e que ela agora semeia no coração da sua prole.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano
lembra que ser mãe é também ser filha, neta —
da história, da memória, do amor que veio antes,
e que ela agora semeia no coração da sua prole.
✍️ @opoetatardio — Pedro Trajano







