Nosso amor parecia ser o certo,
Mas falhou o entendimento de sua essência.
As rosas, para desabrochar, exigem tempo,
E, no silêncio desse tempo, restaram apenas vestígios.
Fragmentaram-se os corações:
No meu, no seu e nos que, em fé, acreditaram,
Que éramos feitos um para o outro.
Faltou-nos proximidade, faltou-nos maturação.
Quem sabe fosse apenas amizade,
Ou, quem sabe, um amor verdadeiro.
Quem ousou afirmar, com segura convicção,
Que o destino nos uniria para sempre,
Jamais previu o peso da distância.
A desconexão, que arrefeceu os corações,
Afundou o belo em abismo profundo,
Transformou o mar da paixão em vasto deserto.
E assim, perdemos o que mais amávamos:
A nós mesmos, no outro.







