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terça-feira, dezembro 31, 2024

Ciclos: Fim e Recomeço




No fim do ano, me desfaço e me reinvento
Chama viva que atravessa os dias árduos
Carrego memórias de dores e de paz
Em silêncio, reflito os erros que me frearam.

Fecho um ciclo, contemplo as lições
Entre risos e lágrimas, recrio paixões
Pois amar e viver são eternos caminhos
Teço esperanças com dedicação renovada.

Cada ciclo é dono de si, soberano
Onde o futuro já acena e me guia
Sonhos que renascem com o novo ano.


Pedro Trajano
opoetatardio

quinta-feira, dezembro 26, 2024

A Mesma Tempestade?





A mesma tempestade, realidades desiguais:
Uns observam, lá no alto, de apartamentos luxuosos
Mal sentem seus sinais, talvez nem os seus trovões
Acústica que pode isolar o ruído e suas percepções.

Há quem a enfrente em casas protegidas
Com muros altos, onde o conforto se faz lar
Onde o temporal, por ruas bem servidas
É só um barulho que vai passar.

Outros resistem em lares mais humildes
Pouco conforto, mas um teto ainda têm
Enfrentam a chuva, murmurando amém.

E há os que vivem em encostas sombrias
Onde a terra treme sob águas frias
Casebres frágeis, medo de desabar
Cada rajada ameaça tudo levar.

Sob pontes de concreto, vidas se abrigam
Enquanto as gotas em pranto se anunciam
Choram em silêncio diante do descaso
Invisíveis, esquecidos, lançados ao acaso.

Para alguns, a tempestade é suave canção
Pingos na janela, como versos a ninar.
Já para outros, é o grito de aflição
Onde até a chuva mansa pode afogar.


Pedro Trajano
opoetatardio

terça-feira, dezembro 24, 2024

O Aniversariante


 

Alegrem-se, abracem, troquem presentes
No calor das luzes, sorrisos ardentes
Com mesas fartas, lembrem dos vazios
Corações que anseiam por gestos gentios.
Além das árvores e piscas envolventes
Há um motivo, mais que marcante
Noel é querido, disso não duvido
Mas tem alguém mais cativante.

Entre os risos e a celebração
A taça de vinho brinda à ocasião
Mas há um motivo, uma outra razão:
Festa, festa, festa e tantos festantes
Será que lembram do Aniversariante?

Pedro Trajano
opoetatardio

🎄 O Aniversariante do Natal 🎄

No calor das luzes e na alegria dos presentes, é fácil se perder nos detalhes da festa. Mas o Natal é mais do que árvores enfeitadas e mesas fartas. É um momento de reflexão, amor e gratidão. Lembre-se de quem realmente é o centro dessa celebração.

Será que lembramos do Aniversariante? ❤️

segunda-feira, dezembro 23, 2024

Ilha de Paz



Tua presença em mim habita
Um amor que acolhe e conquista
Teu sorriso acende as estrelas
Deixando minha noite mais bonita
Meu dia recomeça no teu olhar
No teu amor, encontro o meu lugar:
Uma ilha de paz, onde posso morar.

Pedro Trajano
opoetatardio


A vida, com todas as suas complexidades, muitas vezes nos leva a buscar um refúgio. Um lugar onde possamos nos sentir acolhidos, onde a paz seja uma constante e a felicidade, um caminho diário. Esse lugar não precisa ser físico, mas sim emocional e espiritual. No poema Ilha de Paz, convido você a refletir sobre esse amor que transforma, que acolhe e que recomeça a cada novo amanhecer.

sexta-feira, dezembro 20, 2024

O Menu



Se tua consciência
Te servisse um prato à mesa
Com o menu das tuas palavras, certezas e orações
Dos teus sonhos, cobiças, ambições
Promessas vazias, julgamentos amargos e idealizações
Ao provar, o que sentirias?
Sabor de vida ou gosto de morte?
Cada palavra seria alimento ou ferida
Um banquete de paz ou veneno à vida?


Pedro Trajano
opoetatardio

quarta-feira, dezembro 18, 2024

Duas Xícaras de Café


    A vida me moldou na resiliência e superação, com caixas fechadas e perguntas engolidas, provações. Busquei o sabor doce em cafés alheios, mas muitas vezes só encontrei o gosto forte e persistente de resultados que eu não escolhi. Em dias assim, de solidão, os beijos que busquei não eram suficientes, um vazio. Até que, um dia, preparei meu próprio café e coloquei em canecas favoritas. O sabor agora tinha a intensidade de uma vida livre. Então, finalmente, saboreei a doçura de um café sem açúcar, compartilhado a dois.


Pedro Trajano
opoetatardio

segunda-feira, dezembro 16, 2024

O Amanhã


 
O amanhã é um desejo, não um lugar
um sonho tecido no véu do talvez.


Pedro Trajano
opoetatardio

sexta-feira, dezembro 13, 2024

Alma Menina


Nas asas do tempo, para além da neblina
a poeira se afasta da alma menina
vejo montes e rios, meu coração suspira
no regresso do vento, encontro a paz
o agora basta — e o eterno tanto faz.


Pedro Trajano
opoetatardio

quarta-feira, dezembro 11, 2024

Em Ti



Na desordem, tua presença traz equilíbrio
refúgio certo em meio à tempestade
teu calor dissipa o frio que assola
teu amor silencia a dor que desola
e, em ti, porto seguro, me consola.


Pedro Trajano
opoetatardio

 

sexta-feira, dezembro 06, 2024

Vazio em Versos


 
Desejei escrever um poema
mas foi tua ausência que falou.
A saudade fez morada, e insiste, firme, em me prender.
é no toque, e na lembrança, que volto a viver
onde a caneta esconde as palavras que não sei dizer.


Pedro Trajano
opoetatardio

segunda-feira, dezembro 02, 2024

Manhã de Chuva

Essa imagem foi criada por uma IA.


Manhã chuvosa, que bom é esta hora
poeta, deixa a chuva cair no rosto
molhar-se em palavras, sutis e de bom gosto
no céu cinzento, a inspiração se liberta
nas danças das gotas, a poesia é certa.

Pedro Trajano
opoetatardio

sexta-feira, novembro 29, 2024

Eclipse

   Ela abriu a porta e lhe entregou as chaves do seu coração sem hesitar, como quem recebe uma visita esperada, sem nada nas mãos. Ele aceitou entrar. Não lhe prometeu nada, como ela sonhara, nem fez declarações apaixonadas, como ela idealizara, mas com a quietude de quem simplesmente está ali: presente e ausente, em um equilíbrio frágil.
    Enquanto o eclipse cobria a lua, eles se fundiram em um instante que parecia eterno. O silêncio entre os dois parecia um acordo tácito, mas talvez fosse apenas a aceitação dela. Entretanto, eclipses não duram. Quando a sombra se dissipou e a lua cheia preencheu o céu, trazendo luz à noite, ela percebeu o vazio que restara, como uma ausência impregnada no fundo do seu ser.
    Ele partiu sem alarde, deixando para trás uma ausência quase física. Um amor que nunca foi por inteiro, que deixou apenas cicatrizes e mágoas, mas que, de alguma forma, a marcou profundamente. A carência, pensou ela, é um monstro que só ataca quem a alimenta.


Pedro Trajano

Atemporalidade


Oh morte, velha senhora
você que me procuras
saiba que não me encontrarás.
Enquanto a vida pulsa em mim
estou protegido.

E quando abraçares meu corpo
já não mais estarei nele.
Meu ser, minha essência
já terá voltado à casa do Pai.
Aqui, só restará o pó ao pó
de você, tenho até dó
terá me perseguido em vão.

Minha alma avançará
serena e em frente
para além dos limites
da atemporalidade
onde a imortalidade
deixa de ser promessa
e se cumpre em eterna liberdade.

Como o voo de um pássaro que encontra o céu
leve, infinito, sem mais despedidas.

Pedro Trajano
opoetatardio

quinta-feira, novembro 28, 2024

Ação de Graças


Ação de Graças
Graças por nossa Ação.
Sem Ação, não há Graças
Sem Graças, não há Ação.
A Graça é dada de Graça
E a Ação se fortalece com Oração.
Ação de Graças é gratidão
Gratidão é quando a Graça transborda
E tudo isso é AÇÃO DE GRAÇAS.

Pedro Trajano
opoetatardio

Ação de Graças: Celebre a Gratidão

Nesta data (4ª quinta-feira de novembro), que possamos refletir:
Quais são as ações que alimentam nossa alma?
Que graças estamos prontos a oferecer e reconhecer?
Porque, no fim, a gratidão não é apenas um sentimento.
Ela é um ciclo, um movimento, uma dança contínua.
Entre o que damos e o que recebemos.
Como bem reflete este poema.

quarta-feira, novembro 27, 2024

Frágeis Fantasias

Essa imagem foi criada por uma IA


Somos únicos, assim é quando nascemos
Imperfeitamente perfeitos
Assim, desse jeito.
O reflexo completa no espelho.

Mas a vida vem e molda, espelho trincado
E em algum ponto, abandonamos quem somos.
Entre filtros e máscaras que acumulamos
Nos perdemos nas redes que idolatramos.

A partir desse ponto da curva
Curtidas ditarão quem somos, nossa direção.
Ironia:
Queremos tanto ser autênticos
Mas nos tornamos apenas cópias
De frágeis fantasias.


Pedro Trajano
opoetatardio

segunda-feira, novembro 25, 2024

Sob a Lua Cheia

Essa imagem foi gerada por uma IA.


Noite única
Casal apaixonado, lado a lado
Beijos envoltos, amor sagrado.

Lua cheia, lua no céu
Matéria transpira na hora de amar
Sem pudor, corpos nus a suar.

Lua dos apaixonados
Lua dos que se querem
Sob a Lua, beijos selados.

Sob a Lua, juras de paixão.
Sob a Lua...
Sob a Lua, o amor continua.


Pedro Trajano
opoetatardio


quinta-feira, novembro 21, 2024

Depois do Caos

Imagem criada por uma IA.



Entre trovões
Raios, ventos
E tempestades.

A primavera lembra:
Tudo que é forte
Floresce depois do caos.


* A força está em quem atravessa as tempestades e ainda consegue florescer.

Pedro Trajano
opoetatardio




 

terça-feira, novembro 19, 2024

Consciência Negra

Essa imagem gerada por uma IA


Expandir o pensar, saber o porquê se luta
Não é o excedente que a gente disputa
São por oportunidades iguais, já no presente
Merecimento pleno para essa gente.

Somos filhos da África que cruzou os mares
Nosso passado chegou amarrado.
Quanto a nós, somos esperança
A atualidade que honra a ancestralidade.

Geração livre das correntes nos pulsos.
Negar o racismo é um insulto
Forças ocultas ainda nos puxam pra trás
Correntes invisíveis que sugerem exclusão.

É tempo de olhar à frente
Sonhar com dias melhores
E construir um futuro de igualdade
Onde a dignidade seja nossa realidade.

Negritude é força, é atitude
É romper as amarras que o mundo não vê.
Elas existem, pode crer
E merecemos mais do que uma cota
Queremos uma mudança de rota.

Não somos mais vozes caladas
A mudança está nas linhas dos livros
Nos bancos das escolas e faculdades
Nas igrejas e associações de bairros
Das comunidades até a política
Buscando espaço em qualquer localidade
Fazendo a diferença no campo e na cidade.

Um despertar consciente, profundo e urgente
Que comece com a criança em formação
No útero da mulher negra
No útero da mulher branca
Parda, amarela, indígena — não importa a cor.

A consciência precisa vir desde o berço
E para todos, sem exceção
Cultivada em cada gesto, palavra e ação
Semeando respeito por toda a nação.

Consciência negra
A conscientização é para todos.
O pigmento não faz ninguém superior
Nem menor, pois somos todos iguais no valor.

Pedro Trajano
opoetatardio

segunda-feira, novembro 18, 2024

Solidão Algemada

Lá fora, o sol se oculta
Dias nublados apagando a cor do meu ser.
À noite
A chuva se derrama sobre os telhados
E a solidão me prende, apertada.

Quanta dor em um coração ferido!
No canteiro, rosas e orquídeas
Já não florescem
Enquanto o ipê, abatido
Chora ao toque das correntes de vento.

Você ainda vive no meu pensamento.
Sem teu amor, me resta apenas o lamento
E as perguntas que ecoam no vazio
Do meu quarto que agora é frio.

Onde foi que nos perdemos?
Havia promessas
Mas, nas curvas da vida
Soltaste minha mão.

Nunca mais lhe vi...
Será que pensas em mim
Como eu, em você?
Será que outra presença
Te levou a fazer novos juramentos?

Eu não consegui seguir.
Permaneço aqui, no mesmo endereço
Sobrevivendo a este tropeço.

Queria poder dizer que mereço
Uma chance
Um novo recomeço.
Mas não tenho mais o seu número
Seu e-mail
Vou gritar sobre os corrimões das pontes.
Quem sabe minha voz
Toque nos seus tímpanos.
E, ainda que não volte
Saberás que minha saudade
Poderá
Sobreviver por anos.

Doce engano.

sexta-feira, novembro 15, 2024

Sextou

O tempo se dobra no fim da jornada,
Ruas exalam promessas douradas.
Na taça dourada, um riso refém,
Brindando a ilusão de um gozo que vem.

Sextou — senha de fuga acordada,
Labirinto de risos, festa ensaiada.
Na linha dos dias, um marco qualquer,
Redescobrir-se vivo no verbo viver.


opoetatardio


Nesse meu poema, eu brinco com a dualidade do "sextou". De um lado, trago a expectativa de liberdade e felicidade que esse dia carrega, quase como uma promessa de respiro após a rotina exaustiva. Mas, ao mesmo tempo, questiono se essa alegria não é apenas um ritual repetitivo, uma fuga ensaiada dentro de um roteiro já escrito. Há um tom poético, mas também uma crítica sutil à forma como nos condicionamos a buscar prazer dentro de padrões sociais predefinidos, como se precisássemos de um dia marcado no calendário para nos lembrar de viver.

quinta-feira, novembro 14, 2024

O Poeta Tardio

 

O


P

oeta pode tardar

o

tempo, às vezes, é lento

e

m passos que parecem hesitar

t

radução de um silêncio.


a

alma, porém, tem pressa:


T

oda poesia apressa

a

acelerando

r

renascendo em cada verso

d

esfazendo-se no espaço

i

mortal

o

nde o poeta não mais cabe no seu tempo.


Quando a Poesia Não Cabe no Tempo

Hoje trago um poema que fala sobre o tempo e o renascimento da poesia, sobre as palavras que chegam mesmo quando parecem tardias, mas que renascem a cada leitura e se tornam intemporais. "O Poeta Tardio" explora a pressa da alma frente à lentidão do tempo, a dualidade entre o eterno e o efêmero.

Deixo que cada um de vocês encontre seu próprio sentido nas linhas que seguem. 


Pedro Trajano
opoetatardio

quarta-feira, novembro 13, 2024

Livre-Arbítrio

Quantas escolhas cabem em um livre-arbítrio?
Cada decisão — um leque que se abre?
Um passo ao lado, um novo olhar
um podcast ouvido, uma mensagem sutil.

Quanto de nós é escolha pessoal
quanto de nós é influência externa?
Entre o destino e o passo que tomamos
em quantas direções podemos seguir
quantas versões de nós são, de fato, nós mesmos?

A linha que separa nossas escolhas
é tênue e, muitas vezes, influenciável.
O livre-arbítrio — é questionável!

Reflexões Sobre o Livre-Arbítrio: Uma Jornada de Escolhas

O que realmente é o livre-arbítrio? Muitas vezes, somos levados a acreditar que somos completamente livres para tomar nossas decisões, mas será que isso é verdade? Em um mundo onde influências externas estão sempre presentes, as linhas que separam nossas escolhas pessoais e aquelas moldadas por fatores externos tornam-se cada vez mais tênues.
Em meu novo poema, "Livre-Arbítrio", exploro essa ideia de forma profunda e questionadora. Quantas de nossas decisões realmente vêm de nós, e quantas são fruto de influências externas? O que acontece quando nossa liberdade de escolha é guiada por forças além do nosso controle? A reflexão que me proponho aqui não oferece respostas definitivas, mas convida a todos a pensar: até que ponto somos realmente responsáveis pelas escolhas que fazemos?

terça-feira, novembro 12, 2024

Quinze anos, uma jornada

Quinze anos provados em desafios
Houve risos e celebrações
Teve lágrimas e decepções
Mas nosso laço é forte
À prova de divisões.

Somos namorados, sem idade ou limite
Teu amor me completa, doce e sincero
És meu abrigo, meu lar, o que sempre espero.
Nosso amor gerou frutos
E um deles chamamos de Emanuelly Helena
Paradoxo de bagunça e vida plena.


Cada instante ao teu lado é viver
Sou tão feliz sabendo que me amas
Seu amor me chama, coração em chamas.


A vida, com suas reviravoltas, nos ensina que o verdadeiro amor não é apenas feito de momentos felizes, mas também de superações e desafios. Neste poema, quero celebrar esses 15 anos ao lado de alguém que, mais do que uma parceira, se tornou meu abrigo.
Espero que as palavras deste poema toquem o coração de quem entende que, apesar das dificuldades, o amor verdadeiro se fortalece com o tempo.


Pedro Trajano
opoetatardio

sexta-feira, novembro 08, 2024

Sorriso Fácil

Na alma de uma criança
Mora o riso.
Um dia também fomos meninos
Mas muitos de nós
Esquecemos como é o badalar dos sinos.


Nestes versos, convido você a refletir sobre a simplicidade e a alegria que a infância nos proporcionou. O riso de uma criança é contagiante, um eco puro de felicidade que não precisa de motivos elaborados para existir. É uma lembrança de que a vida pode ser leve, mesmo nas pequenas coisas.

quarta-feira, novembro 06, 2024

Diálogo Sobre a Esperança

— Há, ainda, esperança?
— Sim! E por que não haveria?
— Tantas guerras, violência, corrupção, polarização...
— Mas você não acredita que exista alguma bondade no mundo?
— Existe! Mas parece tão escassa diante de tantas tragédias...
— Então, ainda existe esperança.
— Já não sei mais.
— Às vezes, ela se oculta no cotidiano.
— Será mesmo? Como posso descobri-la?
— Comece por deixar de tomar café com notícias ruins.
— Acha que isso realmente vai ajudar?
— Não resolverá todos os problemas, mas pode iluminar sua perspectiva.
— Não sei se é tão simples assim.
— Não é simples; é necessário.
— Mas isso é o suficiente?
— Talvez não sempre, mas é um passo significativo na direção certa.
— Você não tem uma receita pronta?
— Não. Certas estradas só se abrem ao toque dos pés do caminhante.


    Esse diálogo nos convida a refletir sobre a natureza da esperança e como ela pode ser redescoberta nas pequenas coisas do cotidiano. Através da escolha consciente de focar no que é positivo e na bondade que ainda existe ao nosso redor, podemos começar a trilhar um caminho de renovação.
O que você acha? Como você cultiva a esperança em sua vida? Compartilhe suas reflexões nos comentários!

Pedro Trajano
opoetatardio

 

segunda-feira, novembro 04, 2024

Juntos

Você um dia me perguntou:
— Até onde eu iria contigo?

— E o infinito tem fim?

Aqui estamos...



Pedro Trajano
opoetatardio


sexta-feira, novembro 01, 2024

A Infância Não Perdida

Infância não é só uma memória antiga
mas a chama que arde em segredo
nas horas de silêncio em que a vida abriga
o rastro do medo, escondido em guetos.

Ela é parte do que somos, sempre presente
paleta de cores em meio ao cinza
um coração pulsante, eternamente
que o tempo jamais leva, embora tente.



✨ Reflexões sobre a Infância ✨
A infância não é apenas uma fase da vida; é uma essência que carregamos dentro de nós, uma chama que arde em segredo mesmo nos momentos mais silenciosos.❤️
Neste poema, exploro como essa fase tão preciosa molda quem somos e permanece viva, apesar das sombras e desafios que encontramos ao longo do caminho. Que possamos sempre lembrar e valorizar as cores vibrantes que a infância traz à nossa jornada.

🖋️💭 Vamos celebrar juntos as memórias que nos fazem ser quem somos!


Pedro Trajano
opoetatardio

quarta-feira, outubro 30, 2024

Partes que me Formam

Há dias em que uma parte de mim permanece adormecida na noite anterior, não se levanta para me acompanhar até a cozinha, onde compartilho o suco verde e o café da manhã com minha esposa e filha. Enquanto o aroma do café se mistura ao riso leve da minha filha e às palavras carinhosas da minha esposa, percebo que elas representam uma parte fundamental de mim.

Em algumas ocasiões, a parte de mim que ficou embaixo das cobertas sai para me encontrar e formar o meu eu completo — seja pela manhã, pela tarde ou pela noite. Há dias em que essa parte de mim, que não é melhor nem pior, prefere não sair ao meu encontro; então, busco por ela no dia seguinte. Desistir, jamais.


Pedro Trajano
opoetatardio

 

segunda-feira, outubro 28, 2024

O Abrir da Porta

É noite e eu estou sozinho no quarto
o vento uiva como um cachorro selvagem
regozijando segredos incontáveis.

E a lua, inquieta
mexe-se entre nuvens
Fecho os olhos, e o mundo se dissolve.

Com um toque sutil da chave a girar
meu coração menino estremece, ansioso
a fechadura rende-se, sem resistência
como a noite se entrega ao amanhecer.

Então abro os olhos
Pra ver você entrar.


O Abrir da Porta: A Expectativa

"O Abrir da Porta" fala sobre a expectativa, aquele instante fugaz em que o tempo parece suspenso, e o mundo aguarda, com olhos fechados, a chegada de alguém importante. Nesse momento, a espera se torna mais do que simples solidão — é uma celebração da possibilidade, um espaço em que o coração pulsa na antecipação de um reencontro.
O poema traz à vida aquele momento em que os olhos se abrem não apenas para ver, mas para receber alguém que atravessa a porta do nosso mundo particular, alguém que foi aguardado e desejado em silêncio. Quem nunca se encontrou assim, entre sonho e realidade, contando cada segundo até que uma presença querida preencha o vazio? É uma espera que nos fortalece e, ao mesmo tempo, nos deixa vulneráveis, pois esperamos pelo que é insubstituível.

Pedro Trajano
opoetatardio 

sexta-feira, outubro 25, 2024

Amores Ofertados

O cigarro lhe queimava as pontas dos dedos
A bituca fumegava na noite escura
A fumaça ganhava o céu naquele inferno
A madrugada se aproximava, era inverno.

Na esquina quase escura, alguém surgiu
Passos lentos, caminhar sem brilho
Batom vermelho, silhueta em cifrão
Tão tarde, o preço baixo, amargo e cruel.

Sem glamour, sem luxo, sem perspectivas
Apenas amores em ofertas
Sem nome, sem futuro, só a rotina.

No poema "Amores Ofertados", tento captar a solidão e o peso de uma realidade invisível a muitos, mas tão presente nas ruas das cidades. Não se trata apenas de transações; é uma rotina amarga, onde o glamour e as perspectivas já foram consumidos pela dureza da vida. No silêncio da noite, sem nome ou futuro, apenas a fumaça e os passos acompanham quem caminha por essa estrada.

Quantas histórias como essa passam despercebidas sob nossos olhos, nas luzes fracas das esquinas?

Pedro Trajano
opoetatardio

quarta-feira, outubro 23, 2024

O Olhar e o Silêncio

 

Queria poder não escrever nada
Apenas ficar olhando o horizonte
E você entendesse o que vejo
Sem lhe dizer uma única palavra.

O silêncio falaria por nós
O dia se despedindo à distância
A beleza exposta aos nossos olhos
Falando com calma, tocando a alma.


Há momentos em que as palavras parecem insuficientes. Em vez de falar, eu apenas queria poder contemplar o horizonte e deixar que o silêncio dissesse tudo. Aqueles instantes de paz, onde o dia se despede à distância, são capazes de nos conectar de uma forma profunda, sem a necessidade de explicações.
Por isso, escrevi este poema que fala sobre a força do silêncio e a beleza que ele carrega. Às vezes, basta olhar e sentir.


Pedro Trajano
opoetatardio

segunda-feira, outubro 21, 2024

Pausa

Entre o som e o silêncio, a calma flui
A melodia repousa, e o dia se dilui
Respiro leve, em pausa na correria
A vida me chama no meio do caos
É preciso paz para alcançar a harmonia.

A Importância de Pausas para a Harmonia


Em meio à correria do dia a dia, muitas vezes esquecemos de parar e respirar. Entre compromissos, responsabilidades e o caos do cotidiano, nos encontramos perdidos, buscando um equilíbrio que parece sempre escapar. Porém, é justamente nesses pequenos momentos de pausa que encontramos a paz e, com ela, a harmonia necessária para continuar.
Foi esse sentimento que me inspirou a escrever o poema que compartilho hoje:
A vida é cheia de sons, tanto externos quanto internos. Mas assim como uma música precisa de pausas para ser apreciada, nós também precisamos de momentos de quietude para encontrar a harmonia dentro de nós mesmos.

sexta-feira, outubro 18, 2024

Palácios de Likes Vazios

Vendedores de sonhos forjados em ostentação
Inflamando vaidades com falsa exibição
Nas vitrines digitais, luxos ocos e frios
Vivem em palácios de likes vazios
Enquanto exibem o brilho que não têm
Esquecem que a verdade mora além
Influenciadores de farsas, que ecoam ilusão
E quem dela se alimenta, afoga-se na solidão
Na busca incessante por um sorriso alheio
Perde-se o calor de um abraço verdadeiro.


Palácios de Likes Vazios: Uma Reflexão Sobre a Ostentação Digital

Em um mundo cada vez mais conectado, somos bombardeados por imagens de vidas perfeitas e luxuosas nas redes sociais. O poema "Palácios de Likes Vazios" reflete essa realidade, trazendo à tona a superficialidade que muitas vezes permeia nossas interações online.
Os "vendedores de sonhos forjados em ostentação" criam uma ilusão de felicidade, inflamando vaidades através de uma exibição falsa. Nas "vitrines digitais", onde cada like se transforma em uma moeda de valor, somos convidados a acreditar que o status e a riqueza são o que realmente definem nosso valor como indivíduos. Contudo, a vida que esses influenciadores promovem frequentemente esconde uma verdade dolorosa: o brilho que exibem é, na maioria das vezes, apenas uma fachada.

quarta-feira, outubro 16, 2024

Momento Presente

O vento me toca, sou silêncio...
Entre cálices vazios, estou só.
O tempo passa ao redor, sem me alcançar.
Na quietude, escuto o que a cidade não diz.
E, em mim, o momento se congela lentamente,
Um lembrete de que a vida ainda pulsa,
Como folhas que bailam ao vento.
No instante presente, o mundo se revela.

Momento de Silêncio e Reflexão

Há momentos em que o presente se revela em sua plenitude — quando, em meio ao caos da cidade, encontramos uma pausa, um silêncio que nos conecta ao que está acontecendo dentro de nós. O poema "Momento Presente" nasce desse encontro entre o silêncio interno e o movimento externo, lembrando-nos de que, mesmo em meio à quietude, a vida ainda está viva e pulsante.

segunda-feira, outubro 14, 2024

A chave da Mudança

A mudança vem como vento a galope
Assusta, mas abre o caminho novo
É a chave que nos guia ao horizonte
Destranca os sonhos, amplia o conceito
Parece até brincadeira de menino
Mas a coragem desenha cada jornada
E é a sabedoria que transforma o destino.


🌬️ A chave da Mudança 🌬️

Hoje, convido vocês a refletirem sobre a mudança, uma constante em nossas vidas que pode ser tanto assustadora quanto libertadora.
A mudança vem como um vento a galope, desafiando-nos a abrir novas portas e a explorar horizontes inexplorados. Ela destranca nossos sonhos e amplia nossa visão de mundo, revelando que, apesar dos medos que carregamos, a coragem e a sabedoria são essenciais em cada passo que damos.

sexta-feira, outubro 11, 2024

A Agenda e o Tempo

Agendas de trabalho, pessoal, família...
Corremos, tentando preencher o tempo
"Tempo é dinheiro", já diz o ditado
Mas o que é o tempo, senão uma ideia
Que achamos governar e com firmeza moldar...
Até que ele nos escapa, e nós nos perdemos
No tempo que, ilusoriamente, julgamos dominar.


A Agenda e o Tempo: Reflexões sobre a Vida Contemporânea

    Em meio à correria do dia a dia, frequentemente nos deparamos com um paradoxo: quanto mais tentamos controlar o tempo, mais ele nos escapa. Em meu poema "A Agenda e o Tempo", explorei essa luta interna, que muitos de nós enfrentamos, entre as obrigações e o desejo de viver plenamente.
    Agendas de trabalho, pessoal, família...
    Essas palavras são um reflexo da nossa realidade. Nossas vidas são preenchidas por compromissos que, em última análise, parecem nos afastar do que realmente importa. A ideia de que "tempo é dinheiro" nos faz sentir pressionados a otimizar cada minuto, esquecendo que o verdadeiro valor do tempo está em como o utilizamos e com quem o compartilhamos.

quinta-feira, outubro 10, 2024

Pássaro Livre

 Meu eu vive em navios solitários
Que navegam por mares do cotidiano
Calmarias suaves, em outras, agitação
Às vezes, o nevoeiro me abraça
Ocultando meu destino, meus sonhos
Mas então abro as escotilhas
Libertando-me de âncoras pesadas
E eu voo pela vasta imensidão
Feito pássaros em emigração.



Pássaro Livre: Reflexões sobre a Liberdade

    Hoje, convido vocês a embarcar em uma jornada poética comigo, através do meu poema "Pássaro Livre". Este texto é um reflexo de um sentimento profundo que todos nós carregamos: a busca pela liberdade em meio às correntes do cotidiano.
    No poema, a imagem de "navios solitários" evoca a solidão que muitas vezes sentimos em nossas rotinas. Em meio a calmarias e tempestades, encontramos desafios que podem parecer intransponíveis. O nevoeiro representa as incertezas da vida, aquelas que nos envolvem e nos fazem questionar a direção de nossos destinos.

quarta-feira, outubro 09, 2024

A Jornada do dia

Na manhã que desponta, olhos na luz
Uma nova rotina, em família nos seduz
Amamos a paz do nosso lar
Mas a estrada com sol tem seu jeito de brilhar
Chuviscos no vidro dançam em sintonia
No caminho para a escola, esposa e filha
Juntos: mestra e aluna, e eu um aprendiz
Clareiam-se as horas, início de um dia feliz.




A Jornada do Dia: Reflexões sobre a Rotina Familiar

    Na correria do dia a dia, muitas vezes esquecemos de valorizar os pequenos momentos que se desenrolam diante de nós. O poema A Jornada do Dia nos convida a refletir sobre a beleza das manhãs em família, onde cada despertar traz consigo a luz e a esperança de um novo começo.
    Na manhã que desponta, nossos olhos se iluminam com a luz do sol, anunciando não apenas o início de mais um dia, mas também uma nova rotina que, em sua simplicidade, nos seduz. É nesse calor familiar que encontramos a paz do nosso lar, um espaço seguro onde podemos recarregar as energias.

terça-feira, outubro 08, 2024

Pressa de Viver

No ciclo do sol, encontro meu ritmo
Nas estações da natureza, o compasso
Sigo sem pressa, sem diminuir o passo
Minha única urgência é viver cada dia
Desaprendo a pressa, ouço o vento
A vida é viagem, curto cada momento.



Pressa de Viver: O Ritmo que Importa

    Vivemos em tempos de correria, onde a urgência parece reger cada aspecto de nossas vidas. Corremos de um compromisso a outro, ansiando por concluir listas de tarefas intermináveis. Mas em meio a toda essa pressa, paramos para refletir sobre o que realmente importa?
    Foi nesse contexto que escrevi o poema "Pressa de Viver". A ideia nasceu de uma reflexão sobre o ritmo da natureza — o ciclo do sol, o fluir das estações — e como, apesar de sua lentidão, tudo se realiza com perfeição. A natureza nos ensina que nem tudo precisa ser imediato, que podemos viver com calma e, ainda assim, experimentar a profundidade de cada momento.
Eu sou mais eu. Mas o meu eu tem empatia pelo seu eu. (Pedro Trajano)